Destaques

OTM-CS SE SOLIDARIZA COM A VENEZUELA

Trabalhadores Moçambicanos Estimados Companheiros Na madrugada de 3 de Janeiro de 2026, o mundo foi surpreendido com um ataque militar dos Estados Unidos da América à Republica Bolivariana da Venezuela. Desse ataque, resultou na destruição de infraestruturas militares e civis, mortes e sequestro do Presidente deste país que de imediato foi levado para os Estados Unidos da América. O rapto do Presidente constitucionalmente reconhecido não é apenas um ataque a um indivíduo, mas sim um ataque direto à soberania, ao povo e aos trabalhadores venezuelano. Como se depreende, este é um evento com impacto negativo para a economia global e venezuelana em particular e representa uma afronta ao Direito Internacional, à Carta da ONU e à respetiva Resolução 3314 de 1974, ao Principio de Soberania das Nações, às Convenções de Genebra e aos Princípios Fundamentais do Direito Humanitário. O ataque assustou os mercados internacionais, criou medo e um sentimento de indignação e incerteza dos trabalhadores, suas famílias e todo o povo venezuelano, sobre o seu futuro, uma vez que a história ensina que a intervenção estrangeira gera apenas instabilidade, conflito e sofrimento humano. A Organização dos Trabalhadores de Moçambique, Central Sindical (OTM-CS), atenta aos acontecimentos do mundo, está a acompanhar a par e passos a situação neste país da América do Sul, particularmente sobre a situação dos Trabalhadores e suas famílias. Perante estes acontecimentos, a OTM-CS manifesta a sua preocupação sobretudo com a violação do Direito Internacional, da Soberania Nacional de um país independente e do Direito do seu Povo à Autodeterminação. A OTM-CS expressa a sua solidariedade inabalável para com a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras Aliança Sindical Independente de Venezuela. (Centra ASI Venezuela), aos trabalhadores, suas famílias e ao povo da República Bolivariana da Venezuela neste momento conturbado e difícil das suas vidas. A OTM-CS enraizada na luta anticolonial e na solidariedade Sul-Sul, rejeita esta doutrina arcaica de que a força faz a justiça e é pela ordem mundial mais justa, onde a soberania e o direito internacional são respeitados e a autodeterminação dos povos é garantida. Em solidariedade Maputo, 8 de Janeiro de 2026 O Secretariado Executivo do Conselho Central dos Sindicatos.